MPE pede impugnação da candidatura de Anderson Adauto à Câmara dos Deputados

O Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitou à Justiça Eleitoral o indeferimento do registro de candidatura de Anderson Adauto (PV) para o cargo de deputado federal. O ex-prefeito de Uberaba e ex-ministro dos Transportes tenta retornar ao Legislativo Federal, mas a manifestação do órgão ministerial aponta pendências documentais que podem configurar causas de inelegibilidade. O pedido foi protocolado na última quarta-feira (26) e cita a ausência de certidões essenciais para o esclarecimento de processos cíveis e ações por improbidade administrativa.
De acordo com o procurador regional eleitoral auxiliar Fernando Túlio da Silva, o candidato deixou de apresentar certidões de 'objeto e pé' referentes a seis processos, além de documentos sobre uma sétima ação civil pública. A promotoria argumenta que, sem esses dados, não é possível atestar se as causas que geraram anotações prévias de inelegibilidade ainda persistem. O foco da investigação reside em verificar se os direitos políticos do político seguem suspensos devido a condenações anteriores.
A defesa de Anderson Adauto agiu rapidamente e contestou a manifestação do MPE pouco tempo após o protocolo. Os advogados sustentam que todas as certidões necessárias foram devidamente solicitadas ao Poder Judiciário e que o atraso na emissão dos documentos não deve ser imputado ao candidato. A equipe jurídica reforça que foram entregues as certidões criminais negativas e que as demais pendências burocráticas estão sendo sanadas junto aos tribunais.
Anderson Adauto possui um histórico recente de batalhas judiciais no campo eleitoral. Nas eleições municipais de 2024, sua candidatura à Prefeitura de Uberaba foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) em decorrência de condenações por improbidade administrativa na época em que geria o município. Naquele pleito, seus mais de 21 mil votos foram considerados nulos 'sub judice', aguardando decisões de instâncias superiores.
Natural de Sacramento e com forte base política no Triângulo Mineiro, Adauto concorre em 2026 pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). A decisão final sobre a validade do seu registro cabe agora à Justiça Eleitoral, que analisará as provas apresentadas pela defesa e os argumentos do MPE antes de proferir a sentença. O caso segue sob intensa observação política em toda a região mineira.
Com informações de Regionalzão.



