PF usa disfarce de entregadores em operação contra esquema de ataques ao Banco Central

A Polícia Federal deflagrou a 10ª fase da Operação Compliance Zero utilizando táticas de infiltração para cumprir mandados de busca e apreensão. Em uma ação estratégica, agentes se disfarçaram de entregadores de aplicativo para surpreender o publicitário Thiago Miranda em sua residência. A equipe alegou estar com uma encomenda de alto valor para garantir que o próprio investigado abrisse a porta, evitando a destruição imediata de provas eletrônicas.
Durante o acesso ao imóvel, os policiais encontraram o celular do publicitário desligado, o que gerou suspeitas sobre um possível vazamento da operação. O investigado se recusou a fornecer a senha numérica do aparelho após o sistema de reconhecimento facial falhar devido ao reinício do dispositivo. No local, a PF apreendeu documentos relevantes, incluindo um contrato para a produção de uma obra sobre o Banco Master, com autorização do banqueiro Daniel Vorcaro.
As investigações apontam para a existência de uma organização criminosa estruturada para atacar a credibilidade do Banco Central do Brasil e intimidar profissionais da imprensa. O inquérito também apura o monitoramento ilegal de autoridades públicas. Segundo a decisão do ministro André Mendonça, do STF, o esquema envolvia a coleta de informações detalhadas sobre executivos do setor financeiro.
Os envolvidos podem responder por crimes graves, incluindo organização criminosa, crimes contra o sistema financeiro nacional e obstrução de investigações policiais. A operação segue em andamento para identificar outros membros da rede e a extensão do monitoramento ilegal realizado pelo grupo. Com informações de Regionalzão.


